Foto da net
" - C'este très grave - murmurou ele, parando, com um pavor vago no olhar azulado - C'est excessivement grave!
Pediu a Carlos que olhasse em torno de si para a Europa. Por toda a parte uma confusão, um gâchis. Aqui a questão do oriente... além o socialismo .... Oh, très grave......
exerto dum diálogo de " Os Maias", Eça de Queiroz"
Esta era a visão do grande escritor nos fins do sec. XIX, e agora será outra ? Não me parece. Os problemas são idênticos com a gravidade acrescida dos tempos modernos. Os Homens não param para se dar as mãos, eternamente degladiar-se-ão.
Foto da net
O Porto também é bonito
Fotos Luisa
Passeando, nos cruzeiros que agora se fazem pelo Tejo, aqui vos deixo meia dúzia de fotos desta cidade que eu amo: LISBOA:
Para lá da janela, ao longe vê-se advinha-se o Castelo de S.Jorge
Símbolos duma época ímpar, dois icons da cidade
O Mosteiro do Jerónimos um dos mais belos Monumentos da nossa capital
O Palácio das Necidades sobranceiro ao seu rio
O Terreiro do Paço, se bem que em obras eternas, não perde a sua majestade
A primeira fábrica de electricidade, derradeiro símbolo da era industrial, adapatada a um Museu que mistura a sua antiga arquitectura á modernidade de exposições contemporâneas
A Sé Patriarcal, simbolo máximo da Igreja Católica
Caminhamos rumo á cidade moderna, Parque das Nações
Como a EXPO não morreu e se transformou num aprazível local de passeio
A Torre e a Ponte Vasco da Gama, que embora recentes, já fazem parte indispensável no quotidiano desta cidade
Muitas mais fotos poderia partilhar convosco, mas penso que fazerem o passeio vos dará muito mais prazer.
Todos os anos devia haver eleições autárquicas
Os jardins da minha rua estavam completamente votados ao abandono como se pode ver na imagem abaixo.
Subitamente, surgiram tractores
Foi semeada relva nova
Com água, muita água
Vamos ter relva que dá para fazer um campo de golf
Estou radiante e os pombos também...
Venham mais eleições!!!
Nesta época do ano, Agosto, volto sempre ao mesmo tema, talvez porque, por um lado, goste de ver Lisboa como um deserto e, por outro, porque o deserto me fascina. Só conheço um, o Megeve, mas tenho pena de não ter tido oportunidade de me ter "perdido" por outros.
Aquela imensidão faz-nos sentir pequenos, mas, em contrapartida, a proximidade com Deus é muito maior e o encontro com nós próprios torna-se algo mais fácil de alcançar.
Mas também porque é verão o tempo de lazer alonga-se, e por isso, porque não dedicarmo-nos um pouco á leitura. Pensando nisso, deixo-vos um pequeno excerto dum livro que saiu há pouco e que nos transmite o fascínio do autor por esse mundo.
"Hoje já ninguém vai ao nosso deserto, Cláudia. Os fundamentalistas islâmicos, como os de Laghouat, tornaram-se sanguinários e incontroláveis e os próprios tuaregues revoltaram-se contra o poder de Argel.
Mas a razão principal nem é essa. A razão principal é que já não há muita gente que tenha tempo a perder com o deserto. Não sabem para que serve e, quando me perguntam o que há lá eu respondo "nada", eles riscam mentalmente essa viagem dos seus projectos. Viajam antes em massa para onde toda a gente vai e todos se encontram.
In, No teu deserto, Miguel Sousa Tavares, Oficina do Livro
Anoitece em S. Pedro de Moel
Fotos Luisa
JUN 2009
Neste dia triste duma tempestade tropical abafada e peganhenta, como são esses fenómenos próprios dos climas equatoriais e não dos temperados onde, outrora, se situava este nosso cantinho, dizia eu, também nós ficamos alterados e enrolados em pensamentos taciturnos, mas talvez ironizando se possa melhorar. Eu estou assim e por isso vos deixo este micro-conto, de Maria João Lopes Fernandes, bem elucidativo do meu estado de alma:
"Desencaixe
Existem formas que nunca encaixam, funcionam como as rectas paralelas; certo é que duas rectas paralelas têm a mesma direcção, por isso têm de se encontrar, mas isso não é possível ver a olho nu, arranjaram o conceito de infinito para esse tipo de encontros metafísicos. A propósito, já alguma vez experimentou partir pedra?"
Tome como minhas as palavras da autora!
Apesar das mini-férias que quase todos os portugueses gozaram para quebrar as agruras dum quotidiano cheio de "stress" vou tentar deixar algumas dicas para sorrirem antes de recomeçar a nova semana:
![]()
"Errar é humano, mas encontrar em quem pôr a culpa é mais humano ainda"

"Nunca deixe para ámanhã.....
o que pode fazer depois de ámanhã!"
![]()
"Quem não tem cão.....
não gasta no veterinário!"
![]()
"Vencer não é tudo. É preciso também humilhar o adversário."
![]()
"A informática chegou para resolver problemas, que antes não existiam."

"Quem tem boca vai a Roma. O meu fogão tem quatro e não saiu da cozinha"
![]()
" Quando um não quer....
o outro insiste!"

"Quem não deve, não deve."
![]()
"Não leve a vida tão a sério, afinal nem sairá dela vivo....."
in Piadas sobre ditados, Moderna Editorial
Nem sequer esboçaram um sorriso, mas o cinismo faz parte desta nossa vidinha!
Foi muito interessante a visita que fizemos à Academia Portuguesa de História no passado dia 3 de Junho.
foto Luisa
Assistimos a uma conferência proferida pelo Académico Correspondente brasileiro Prof. Doutor Carlos Humberto Correa, sobre o tema "A ilha de Santa Catarina na política externa das coroas hibéricas e da Inglaterra dos séculos XVI ao XIX"
Foto Luisa
Foi uma maneira de aprendermos mais qualquer coisa sobre as relações Portugal/Brasil e conhecermos melhor aquele País.
Contamos lá voltar no próximo dia 17 para ouvirmos falar de D. Afonso V.
Marc Chagall
CIDADE DOS OUTROS
Uma terrível atroz imensa
Desonestidade
Cobre a cidade
Há um murmúrio de combinações
Uma telegrafia
Sem gestos sem sinais sem fios
O mal provoca o mal e ambos se entendem
Compram e vendem
E com um sabor a coisa morta
A cidade dos outros
Bate à nossa porta
Sophia de Mello Breyner
. jo
. PORTO
. A MINHA RUA E AS ELEIÇÕES...
. AGOSTO
. ANOITECE
. ACADEMIA PORTUGUESA DE HI...
. Os meus links
. 858
. Collybry
. A Saloia
. Palavras Livres (Cidalia Santos)
. Ilhas
. sokedih
. bettips