Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2005

"A Flor"

10 ago 009b.jpg


Agosto estava no auge quando esta foto foi tirada, mas estando a arrumar os meus ficheiros ao revê-la, decidi recriá-la,


10 ago 009.jpg



tendo-me vindo á memória este belo texto de Almada Negreiros:


Pede-se a uma criança:desenhe uma flor!!Dá-se-lhe papel e lápis. A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém. Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas. A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase não resistiu. Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era demais. Depois a criança vem mostrar essas linhas ás pessoas: a flor! As pessoas não acham parecidas estas linhas com as de uma flor! Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, á procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas. Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas são aquelas as linhas que Deus faz uma flor!


 In “A Invenção do Dia Claro"

publicado por jo às 21:51

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8 comentários:
De Anónimo a 3 de Janeiro de 2006 às 21:06
por momentos ate imaginei o principezinho do saint exupery, que li no meu tempo de liceu.não conhecia este texto de almada negreiros mas a similitude é muita.
"Certa vez, quando tinha seis anos, vi num livro uma gravura que representava uma jibóia que engolia uma fera. Eis a cópia do desenho... Dizia o livro: "As jibóias engolem, sem mastigar, a presa inteira". Assim, fiz meu desenho número 1 sobre o assunto, que ficou assim... Mostrei às pessoas grandes e perguntei se o meu desenho dava medo. Responderam-me: "Por que é que um chapéu daria medo?" Mas representava uma jibóia digerindo um elefante, não um chapéu. Desenhei então o interior da jibóia, para que as pessoas grandes pudessem compreender. Elas têm sempre necessidade de explicações.
"
http://www.geocities.com/ii_nunabox/principe.htm (http://www.geocities.com/ii_nunabox/principe.htm)leopard
</a>
(mailto:afonso19@sapo.pt)
De Anónimo a 30 de Dezembro de 2005 às 11:23
Gostei da Buganvilia, em tempos troquei uma por uma janela como é isto possível foi abri uma janela na parede, onde crecia uma, tentei trocar de lugar, com todo o carinho mas ela não gostou do novo sitio e morreu. É assim a simples história da minha Buganvilia, a sua mesmo reciclada sobreviveu, continuando a ser a mesma,
gostei do texto de Almada Negreiros.
beijinho
Boas entradas no Ano 2006
Aldoraaldora
(http://gatinhosvoadores.blogspot.com)
(mailto:aldoramira@sapo.pt)
De Anónimo a 30 de Dezembro de 2005 às 10:30
Desculpa, mas pensei que estavas a falar do poema do meu ultimo post. Esse não é meu, mas o do post "tempo" é. Ainda bem que gostaste, foi feito com muito sentimento. Bjinhos.Ritisabel
(http://pegadasnaareia.blogs.sapo.pt)
(mailto:ritalexandre@hotmail.com)
De Anónimo a 30 de Dezembro de 2005 às 10:28
A imagem está muito bonita! Também adoro flores. O texto não conhecia, mas ilustra toda a essencia da pureza de uma criança aliada à pureza da flor. Quanto à tua pergunta no meu blog: o poema não é meu, é de Pedro Abrunhosa. Bjinhos. Um feliz ano novo!Ritisabel
(http://pegadasnaareia.blogs.sapo.pt)
(mailto:ritalexandre@hotmail.com)
De Anónimo a 30 de Dezembro de 2005 às 08:20
Adorei as fotografias com o texto de Almada Negreiros-fantástico.

Luisa obrigada pelo teu comentário no meu cantinho foi muito bem-vindo.

um jinho e desejo que o Ano 2006 seja o ano dos acontecimentos felizes.

flores.ana maria
(http://amcosta.blogs.sapo.pt)
(mailto:aguassantas11@sapo.pt)
De Anónimo a 30 de Dezembro de 2005 às 01:39
É evidente que continua a ser uma flor, mesmo que reciclada. Só não vê quem não quer ou quem não pode. Como dizia Saint Exupery, "o essencial é invisível para os olhos", mas está lá...é só procurarTeresa
</a>
(mailto:teresa47@netcabo.pt)
De Anónimo a 30 de Dezembro de 2005 às 00:04
Vim agradecer e retribuir a visita e dizer-vos que dei uma volta aos vossos Ecos do Tempo e gostei muito do 1que vi e li! FELIZ ANO NOVO! Maria Papoila
(http://apapoila.blogs.sapo.pt)
(mailto:mantosilva@sapo.pt)
De Anónimo a 29 de Dezembro de 2005 às 23:40
Se fossemos simples, sem preconceitos, como as crianças, recrearíamos flores, pássaros, árvores sem temer as críticas dos outros. Assim,adultos como somos, ficamos inibidos e guardamos bem fechadas as nossas fantasias. Fez muito bem em recriar a flor, à imitação da criança do Almada NegreirosLuisa
(http://ecosdotempo.blogs.sapo.pt)
(mailto:luisa34@netcabo.pt)

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