Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2007

CHAGALL

O MEU PINTOR PREFERIDO

Marc Chagall nasce em 7 JUL 1887 em Vitebsk - Rússia
Morre em Saint-Paul , França, em 1985


"Não é possível inserir a obra de Chagall em nenhum dos movimentos artísticos da primeira metade  do século XX. A sua pintura é intemporal, feita de sonhos e irrealidades, plena de poesia, bem característica da sua origem eslava e judaica" (José Sommer Ribeiro)


Dia de anos

              
Eu e a minha aldeia                                             Anjos
                                                                                                                                         


Flores e Amantes




O passeio




O violinista azul

Verão



                                                                        

 

publicado por soaresesilva às 01:10

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Sábado, 27 de Janeiro de 2007

A NEVE

Faz um ano, tiritávamos de frio mas a neve cobriu todo o País, o que não acontecia há 50 anos!


Alenquer, JAN 2006


Alenquer, JAN 2006

Este ano, continuamos gelados mas o céu mantem-se azul. Naturalmente teremos que esperar outros 50 anos para que a neve volte a cair no sul e no litoral...

E eu que estava com esperança que, com as mudanças climáticas, ela voltasse este ano à minha zona...

 

publicado por soaresesilva às 20:08

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Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2007

POETAS ESQUECIDOS

 Mário de Sá-Carneiro

Nasceu em Lisboa, em 19 de Maio de1890
Morreu em Paris, em 26 de Abril de 1916

"Tendência nativa, vento de feição - eis que o simbolismo nos trouxe os mais subjectivos dos nossos poetas. Mário de Sá-Carneiro é a quinta essência desse simbolismo: será mesmo o seu símbolo vivo."

João Gaspar Simões - 1040 

QUASE

Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...

Assombro ou paz? Em vão ...Tudo esvaído
Num baixo mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor - quase vivido...

Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim - quase a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!

De tudo houve um começo...e tudo errou...
- Ai a dor de ser - quase, dor sem fim...
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou...

Momentos de alma que desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ânsias que foram mas nunca mais fixei...

Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...

Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...
--------------------------------------------------------
--------------------------------------------------------
Um pouco mais de sol - e fora brasa,
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...

publicado por soaresesilva às 21:35

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Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2007

ENVELHECIMENTO

O meu Bairro , aqui há uns anos, era uma zona de casais novos, com crianças a brincar nos jardins e adolescentes a cruzarem as ruas a caminho das escolas.  Essas crianças cresceram ,casaram e foram morar para os arredores onde encontraram casas mais baratas.
Por aqui ficaram os velhos, muitos deles sózinhos,  a tentarem fazer uma vida normal. Nos poucos minutos em que passei hoje de manhã no Largo da Igreja só vi pessoas de idade.

        Com uma ajuda consegue-se chegar a casa

                  Compras para o almoço?

    Ainda consegue manobrar o carro...

Talvez viúvo

             Ao encontro das amigas para o café


Com os progressos da medicina, a esperança de vida aumentou imenso mas haverá remédio para a solidão desta gente?  Será que o meu Bairro, Portugal e toda essa Europa se irão brevemente transformar em asilos da terceira idade? 

publicado por soaresesilva às 21:42

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Sábado, 13 de Janeiro de 2007

ADEUS


Georges Barbier

 

Num fim de tarde de Outono,
em que as sombras de tornam mais esguias e mais distantes,
vi o teu braço erguer-se, ao longe, num adeus enfático.
E a minha mão cansada levantou-se a medo
para corresponder à tua saudação.
Amanhã,
quando a distância tiver separado
o braço da mão
e, em meu coração,
tiver nascido a dúvida cruel;
estou seguro que, em teu espírito,
surgirá, forte, uma certeza -
ficando, partiste.
E eu? Partindo, terei eu ficado?

Luis Leal in Margens

publicado por soaresesilva às 16:14

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Terça-feira, 9 de Janeiro de 2007

ESCOLHAS OU TALVEZ NÃO

Van Gogh


"A Natureza estende-nos os braços acolhedores, e convida-nos a apreciar a sua beleza; mas nós receamos o seu silêncio e corremos para as cidades sobrepovoadas, onde nos escondemos como ovelhas perseguidas por um lobo voraz."

 Khalil  Gibran in A voz do Mestre
publicado por soaresesilva às 21:44

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Sábado, 6 de Janeiro de 2007

ÀS VÍTIMAS DO "LUZ DO SAMEIRO"


Assumo todas as responsabilidades - as nossas - como é meu dever, certo que todos saberão também assumir as suas, retirando lições", afirmou o almirante Melo Gomes. 

Assinalando que apesar de "tudo" terem feito para salvar os pescadores do "Luz do Sameiro", Melo Gomes reconhece que a Marinha "nunca conseguirá explicar ao público" o facto de não ter podido salvar todos os sete tripulantes
"a tão curta distância da praia".

Melo Gomes afirma-se seguro "da eficácia" com que os marinheiros utilizaram os meios ao seu dispor e sublinha que "só os que são do mar" podem compreender inteiramente uma situação como a que aconteceu na Nazaré.

O almirante Melo Gomes conhece, com certeza, o poeta Sebastião da Gama e nele se deve ter inspirado para proferir estas declarações


"Inscrição

 Nada sabe do Mar,
quem não morreu no Mar.
Calem-se os poetas
e digam só metade
os que andam sobre as ondas
suspensos por um fio.

Sabe tudo do Mar
quem no Mar perdeu tudo.
Mas dorme lá no fundo,
tem os lábios selados;
e os olhos, que reflectem
e claramente explicam
os mistérios do Mar,
para sempre fechados."
Sebastião da Gama in Campo Aberto

 

publicado por soaresesilva às 19:18

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Terça-feira, 2 de Janeiro de 2007

Pena de Morte

Foi um dos piores ditadores da nossa época.

 Instigou o ódio entre  as etnias do seu país.

Instalou o medo nos seus súbditos.

Atacou países  seus vizinhos.

Matou civis desarmados.

Dizimou aldeias.

Numa palavra:

cometeu atrocidades sem perdão.

Mesmo assim, penso, que nada

justifica a pena de morte

e, muito menos, com requintes.

Se estamos a condenar um ser  porque ele matou,

como vamos nós fazer exactamente o mesmo?

Não passaremos a ajudar a que se crie um heroi?

Julguem-se os criminosos

condenando-os

com a falta de liberdade para o resto das suas vidas.

 

publicado por jo às 21:10

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