Sábado, 29 de Novembro de 2008

A REALIDADE

Há muitos puristas em fotografia que acham que uma foto deve ficar tal e qual como a tirámos. Não concordo. Se há meios técnicos para "refazer" a realidade, por que não usá-los? Também os pintores ditos naturalistas, não copiavam a paisagem tal e qual a viam. Modificavam-na conforme o seu gosto ou, afinal, conforme o que os seus olhos queriam ver.

Assim sou eu com as fotografias. Se quero guardar uma paisagem de que gostei, porque não tirar os objectos que acho que a desfiguram?

 

Eu tenho a minha realidade e não a que os outros me impõem.

 

Pôr do sol visto do Jardim das Janelas Verdes.

Carros em primeiro plano e guindastes ao longe a desfigurar o quadro

 

Tirei os carros e os guindastes. A paisagem ficou de acordo com a minha sensibilidade.

 

Os sempre presentes guindates a estragar a beleza do rio e do casario

 

Tirei-os e o Tejo sobressaiu

 

Um belo navio de cruzeiro agredido por mais um guindaste

 

Não ficou muito mais bonito o navio em plena liberdade?

 

Os carros têm de estacionar em qualquer lugar mas logo aqui, à entrada do Museu?

 

Tirei-os

 

Alguém me pode acusar de deturpar a realidade se a minha realidade é esta?

 

Fotos Luisa

 

 

 

publicado por soaresesilva às 18:07

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Domingo, 23 de Novembro de 2008

INTEMPORALIDADE

Falham-me temas e, por isso, que melhor do que me socorrer, dessa fonte inesgotável de tão bem conhecer a alma lusa: EÇA.

 

Foto da net

 

" ....

olhai em redor e vede este formoso Torrão de Portugal, que vós jurásteis, nas mãos de El-Rei defender e fazer prosperar, olhai e dizei-me se sois dignos de estar nesses bancos uma hora mais: por toda a parte o esbanjamento da fazenda pública, por toda a parte o patrocinato primando o mérito; a escola, essa fonte pública, seca de instrução; as férteis campinas, desladas; as estradas que prometesteis, cobertas dos pedregulhosd e das lamas da incúria; as cadeias, esses depósitos do mal, transbordando; e o pobre camponês, que sucumbe ao peso dos impostos, regando com lágrimas o grão escasso que lhe dá um solo desolado!"

 

Faça-se uns  pequenissimos ajustes e aí temos o retrato do Portugal de hoje.

 

 Foto da net

 

publicado por jo às 19:52

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Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

OS PATOS

Desci da minha "neura" e fui ao jardim ver os patos. Fez-me bem.

 

 

 

 

 

 

Fotos Luisa

publicado por soaresesilva às 16:30

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Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

IN MEMORIA

Quadro de Raffaello

 

Um dia, mortos, gastos, voltaremos

A viver  livres como os animais

E mesmo tão cansados floriremos

Irmãos vivos do mar e dos pinhais

 

O vento levará mil cansaços

Dos gestos agitados, irreais,

E há-de voltar aos nossos membros lassos

a leve rapidez dos animais

 

Só então poderemos caminhar

Através do mistério que se embala

No verde dos pinhais, na voz do mar,

E em nós germinará a sua fala

 

Sophia de Mello Bryner, Um dia

 

 

 

Em memória de uma grande MULHER: a MÃE da nossa LUIZA

Voou para outros reinos  onde um dia nos voltaremos a encontrar.

publicado por jo às 20:05

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Sábado, 1 de Novembro de 2008

ANIVERSÁRIO

 

 

O Ecos do Tempo, faz hoje, precisamente, 3 anos que nasceu. A Luiza e eu queremos agradecer com muito carinho a vossa  preciosa ajuda, os comentários, as sugestões, o incentivo  e o apreço que sempre dispensaram a este cantinho, sem os quais não teria sido possível chegar até aqui.  Procuraremos prosseguir com o mesmo entusiasmo do primeiro dia para que possamos gozar da vossa companhia.

 

 

Porque é dia de festa brindemos à AMIZADE!

 

 

 

Foto da Net

publicado por jo às 16:40

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