Quinta-feira, 4 de Maio de 2006

A MORTE DE OPHELIA


A morte de Ophelia - Quadro de Eugène Delacroix

Inclinado à beira dum regato, ergue-se um salgueiro que reflecte a sua folhagem prateada nas ondas cristalinas. Ali se dirigiu, enfeitada com fantásticas grinaldas de rainúnculos, ortigas, margaridas e essas grandes flores púrpura às quais os nossos pastores dão um nome grosseiro, mas as nossas castas donzelas chamam dedos de defunto. Trepava pelos ramos para colocar aí a sua coroa silvestre, quando um pérfido galho se quebrou e, juntamente com os seus troféus bravios, veio a cair no regato murmurante. À sua volta espalharam-se as suas roupas que, como a uma ninfa a mantiveram a flutuar durante breves instantes. Entretanto cantava estrofes de cantigas antigas, como que inconsciente da sua própria desgraça, ou como uma criatura dotada pela natureza para viver naquele elemento.

Shakespeare - Hamlet

publicado por soaresesilva às 01:12

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19 comentários:
De Anónimo a 4 de Maio de 2006 às 13:38
há sempre um ramo que se parte e que nos quebra.
De Anónimo a 4 de Maio de 2006 às 13:40
há sempre um ramo que se parte e que nos quebra.
De jorge esteves a 4 de Maio de 2006 às 17:08
Arte assim pode ser servida em qualquer tempo...
Magnifico!
jorgesteves
De:
Data:
4 de Maio de 2006 às 18:25
De Blogue da Magui a 5 de Maio de 2006 às 02:51
Esse texto foi bem escolhido. De quem é tradução?
http://somagui.blogspot.com
De Paulo Nabais a 5 de Maio de 2006 às 09:50
Adoro vir aqui e sempre que isso acontece, há sempre algo que gosto de ler, e faço-o sempre duas vezes...
Gostei muito destas linhas. Jinhos.
De Ritisabel a 5 de Maio de 2006 às 15:42
Adorei ver a imagem com o texto... não criamos a nossa propria imagem mas sim a verdadeira, vista pelos olhos do artista. Bjinhos e bom fim de semana.
De Sónia Nabais a 5 de Maio de 2006 às 16:06
Sempre que um ramo se quebra uma nova direcção na vida se pode tomar.
De catarina a 5 de Maio de 2006 às 19:21
O Shakespeare é a minha pedra no sapato... como não gostava nunca fui capaz de representa-lo no teatro ): mas enfim, tenho outras qualidades :):)
De ZezinhoMota a 5 de Maio de 2006 às 19:50
O Amor existe para quem acredita nele, mesmo quem não o tenha, o amor não se explica, mas sente-se.
Obrigado pelas tuas palavras, parabéns pelo teu texto.
Bom fim de semana.
ZezinhoMota
P.S.- Conheces o meu outro blog, o das minhas poesias?
http://zezinhomota.blogspot.com

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