Quarta-feira, 2 de Agosto de 2006

VIRGINIA VITORINO


Rodin

Virgínia Villa Nova de Sousa Victorino (1898-1967) .Poetisa e escritora teatral, com o Curso de Filologia Românica da Faculdade de Letras de Lisboa, de piano, canto, harmonia e italiano do Conservatório Nacional de Lisboa. Professora do liceu, trabalhou também na Emissora Nacional onde dirigiu o teatro radiofónico. Publicou vários livros de versos e peças teatrais, muitas das quais foram levadas à cena no Teatro Nacional D. Maria II. Recebeu o prémio Gil Vicente do SNI pela peça Camaradas. Tem vasta colaboração espalhada por jornais e revistas portuguesas e brasileiras. 
Encontrei um livro desta escritora num alfarrabista de Alcobaça. Confesso que nunca tinha lido nada dela e achei bonitos alguns dos seus sonetos.

Renúncia

Fui nova, mas fui triste; só eu sei
como passou por mim a mocidade!
Cantar era o dever da minha edade...
Devia ter cantado, e não cantei!

Fui bella. Fui amada. E desprezei...
Não quiz beber o phyltro da anciedade.
Amar era o destino, a claridade...
Devia ter amado, e não amei!

Ai de mim! Nem saudades, nem desejos;
nem cinzas mortas, nem calor de beijos...
- Eu nada soube, nada quiz prender!

E o que me resta? Uma amargura infinda:
ver que é, para morrer, tão cedo ainda,
e que é tão tarde já para viver!

In Renuncia, Lisboa 1926

publicado por soaresesilva às 17:18

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20 comentários:
De mlourdes a 2 de Agosto de 2006 às 19:03
Muito lindo o Soneto. E também extraordinária a escultura do Rodin . Foi bom lêr e vêr . Bjs MLourdes
De TiBéu ( Isa) a 2 de Agosto de 2006 às 19:28
Acqbei de chuegar e passei para te deixar um beijo, gostei do post do poema e muita da musica. bj
De TiBéu ( Isa) a 2 de Agosto de 2006 às 19:29
Acabei de chegar e passei para te deixar um beijo, gostei do post do poema e muita da musica. bj
De jo a 2 de Agosto de 2006 às 22:19
Quanta tristeza e mesmo desespero. Por vezes, deixamos escapar, os pequenos grandes prazeres, que em cada fase da vida deveriamos desfrutar.
Não conhecia a autorei e gostei muito.
De Cöllyßry a 2 de Agosto de 2006 às 22:29
Trabalho fantastico o da imagem de Rodim, bela descoberta e escolha a dar a conhecer, para quem a desconhece, envolto em tristeza, mas são momentos...
Deixo meu olhar num esvoaçar...
Collybry
De Paola Vannucci a 3 de Agosto de 2006 às 18:54
Há sentimentos guardados dentro das pessoas que jamais imaginamos e quando nos afloramos vemos que tem mais pessoas com o mesmo tipo de sofrimento....

mas sao tragetórias da vida minha querida

beijos

Paola
De Maria a 3 de Agosto de 2006 às 19:11
AMEI O SONETO! MOSTRA QUE A MAIOR ARTE É AMAR! A ESCULTURA É LINDA! BEIJINHO.
De zeloso a 3 de Agosto de 2006 às 20:08
oi amiga muito legal este seu blog, parabéns espero te conhecido uma nova amiga da net ok? e não se esqueça de visitar meu outro blog também: www.belene.zip.net
De Ana S a 3 de Agosto de 2006 às 20:51
Bonito poema. Nunca é tarde para viver. Claro que ás vezes custa mais, mas vale sempre a pena.
De Praia da Claridade a 4 de Agosto de 2006 às 02:20
Confesso que também não conhecia esta poetisa e escritora, nem me recordo como directora do teatro radiofónico. Naquela altura, geralmente, não se fixavam os nomes.
Um soneto muito bonito !
Quantas e quantas mocidades se perderam... os anos passam e só então se percebe que se podia ser mais feliz...
E mesmo assim não é preciso recuar tanto !
Mas enquanto cá estamos neste Mundo devemos aproveitá-lo com o espírito de ALEGRIA !...
De henrique doria a 4 de Agosto de 2006 às 17:25
A Sr.ª deveria ter aprendido com a Florbela. SA viver a fazer versos.Um abraço.

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