Sexta-feira, 13 de Outubro de 2006

DA GUERRA


Foto Luisa

Afinal a Guerra será atávica?

publicado por soaresesilva às 21:50

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31 comentários:
De Ana S a 13 de Outubro de 2006 às 22:00
Boa pergunta mas não sei a resposta.
Próxima pergunta? :)
De Armando a 13 de Outubro de 2006 às 22:35
Desculpa a minha ignorância Luisa, mas... atávica não tem a ver com parentes?? Avós ou algo assim??? Se assim fôr não consigo entender a pergunta!! Logo que suba lá acima a casa vou ver ao dicionário!!
De Sónia Nabais a 13 de Outubro de 2006 às 23:03
Pera ai que tenho que ir ao dicionário ver o que essa palavra significa... não encontrei :-(
De soaresesilva a 14 de Outubro de 2006 às 12:58
Sónia, não encontrataste no dicionário a palavra atavismo? Segundo o Torrinha é "herediatariedade de certos caracteres vindos dos antepassados" . O que eu pergunto é, portanto, se não podemos fugir à guerra porque ela faz parte das nossas características humanas.
De Miguel a 15 de Novembro de 2007 às 20:15
Concordo, e esse atavismo, algo como um resgate ou uma memória ancestral recorrente, em que o inpeto de fera "ruge" em dadas gerações ou situações sócio-políticas.
Lanço outra questão? A violência é inerente ao "homem"?

De soaresesilva a 14 de Outubro de 2006 às 12:53
Armando, foi isso que eu quiz pôr em questão: herdámos dos nossos antepassados, por atavismo, esta necessidade de sempre fazer guerra para resolver - não já por questões de sobrevivência - todos os problemas que surgem? Vê os meninos da fotografia que lutam talvez pela posse dum lápis...
De Jesuino Galo Doido a 16 de Outubro de 2006 às 18:23
Será a guerra atávica? Desculpe mas também não percebi a questão. Face ás minhas limitações galináceas vou apenas conjecturar de uma forma muito simplista.
Supondo que a guerra é atávica, as criaturas que a fazem têm, no seu ADN, uns genezinhos de maldade e violência. Por exemplo: se os avós forem ladrões, os pais ladrões são e os netos e bisnetos ladrõezinhos. Se forem facínoras e canibais, idem, idem, aspas, aspas. Lindas famílias! Vão andar a vida inteira a arrastar os cadáveres dos antepassados.
Estes serão, assim, os maus das fitas.
Agora há os outros ou seja: os bons cujo ADN é composto, exclusivamente, por genes de bondade, honradez, etc, etc.
Tenho a impressão que, na década de 30, do século passado, o Intendente que governava a Alemanha se calhar também era apologista dessa coisa dos atavismos e depois foi o que se viu: seis milhões e tal de judeus assados e mais quatro milhões que Deus já lá tem, não falando dos atávicos de Nagazaki e Hiroshima.
Ainda bem que o poeta Pedro Homem de Melo (injustamente esquecido) escreveu que “nós portugueses somos castos”. Já estou mais descansado.
Jesuino Galo doido
De soaresesilva a 18 de Outubro de 2006 às 17:41
Diz-me qual é o teu blog ou e-mail para te poder responder
De mlourdes a 20 de Outubro de 2006 às 14:25
Bom, o atavismo é a carga que, algum de nós, pode herdar; tanto pode ser uma carga boa ou uma carga má. É é uma carga má herdada que pode pode despoletar muitas outras. Ggera-se, então, um conflito de dimensões várias... no casoem análise, são apenas os dois meninos que a despoletaram por causa dum simples lápis . Mas há outros meninos bem piores, mas muito piores...
Por mim "contesto a legitimidade da guerra"
De jo a 14 de Outubro de 2006 às 00:23
Por atavismo ou não ela existe desde sempre e nunca parará, haverá sempre opressores e oprimidos seja por razões económicas, religiosas ou outras. No fundo, no fundo, a Humanidade possui instintos atávicos.
De Praia da Claridade a 14 de Outubro de 2006 às 00:33
Bem... a Luísa tem que pôr isso em pratos limpos !... porque colocou quase toda a gente a correr aos dicionários... eu também...
Segundo me parece o sentido desta palavra terá a ver com "atavismo" ( Hereditariedade, reaparecimento, no ser animal ou vegetal, de características só existentes em ascendentes relativamente afastados; semelhança com os avós ).
Terá sido alguma destas a sua ideia ?...
Um bom fim de semana.
Bjs.
De soaresesilva a 14 de Outubro de 2006 às 12:49
Filipe, é essa a minha questão: continuamos a fazer guerras por atavismo, isto é, porque herdamos dos nossos antepassados pré-históricos esta necessidade de combater para sobrevivermos? Nesse caso não valerá mais a pena fazer tratados de paz?
De Sindarin a 14 de Outubro de 2006 às 14:52
Olá querida amiga! Infelizmente se calhar como tanta coisa que nasce connosco talvez se transmita tb a violência, ou quem sabe não a assimilamos ainda no ventre das nossas mães apenas pelo k elas veem e ouvem e até de k são vítimas. Um abraço enorme e um bejo amigo. BFS
De Zalinha a 14 de Outubro de 2006 às 17:27
Olha que palavras estranha;) hehehe tb nao sei o significado,mas gostaria de saber:) Bjs e bom fim de semana
De Luis a 14 de Outubro de 2006 às 18:49
Tanta celeuma por causa da palavra «atávico».

(- Atavismo: reaparecimento, no ser animal ou vegetal, de características só existentes em ascendentes relativamente afastados.
- Celeuma: gritaria, algazarra.)

Aqui a palavra «atávica» foi usada no sentido de «hereditária»
Se a guerra é hereditária está desculpada e não podemos fazer nada para a anular. teremos de viver com ela para sempre.
Mas sê-lo-á de facto?

Eu diria que a guerra é o auge da violência. A violência resulta de agressividade exacerbada por razões de educação antinatural.
A agressividade em si é uma caracteristica natural nos animais, mas está naturalmente contida nos limites do interesse da sobrevivência. No caso do homem isso não acontece. A sociedade nega ou dificulta muito a satisfação das nossas necessidades naturais, como a alimentação e o sexo, e por isso a agressividade no homem ultrapassa os limites aceitáveis.
De certo modo há uma hereditariedade nisso, não no sentido genético, mas no sentido de que é transmitida de pais para filhos através da educação.
Tudo este conhecimento faz parte de descobertas da psicologia e está ao alcance de todos. Só que até ser levado à prática no sentido de melhorar as coisas, vai uma enorme distância. Basta ver a ignorância em que se vive e mesmo sabendo-se estas coisas, a sua aplicação prática esbarra em preconceitos dificeis de desintegrar.
Enquanto isso não acontecer podemos ter a certeza de que a guerra se manterá como uma necessidade atávica.
Muito mais haveria a dizer sobre isto, mas não caberia no âmbito deste espaço.

Beijos!
Luis
De paragembreve a 14 de Outubro de 2006 às 20:24
Às vezes, dir-se-ia que sim... Bom domingo!
De paragembreve a 14 de Outubro de 2006 às 20:24
Às vezes, dir-se-ia que sim... Bom domingo!
De bitu a 14 de Outubro de 2006 às 20:57
Ainda a meio gás , mas de regresso....estava com saudade de tudo e de todos. Beijoca e bom fds
De mixtu a 15 de Outubro de 2006 às 20:54
bom mais uma palavra para o meu léxico
yayay

beijos europeus

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