Sábado, 21 de Outubro de 2006

A PONTE VELHA


Pont vieux - Nik Wheeler

Entre mim e ti há uma ponte velha
Que o rio partiu num inverno cheio
Faltam mil traves para ligar as margens
Onde eu e tu sentados esperamos

Entre mim e ti há nevoeiros grossos
Que sobem do mar quando a noite vem
Faltam mil sóis para iluminar as margens
Onde eu e tu sentados esperamos

Entre mim e ti há águas profundas
Escondidas dos homens mais longe a pescar
Faltam mil barcos para alcançar as margens
Onde eu e tu sentados esperamos

Luisa Soares e Silva
publicado por soaresesilva às 18:53

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31 comentários:
De aldoramira a 21 de Outubro de 2006 às 19:59
Somos mesmo um País de poetas, lindo seu poema.
Achei engraçado o luz de luar para branquear a roupa, não se fala muito da luz do luar, mas eu acredito que deve ter muita influência em nós, tal como a luz do sol, recordo que havia receitas de sumos que tinham que estar 3 noites ao luar, não sei o que faria, mas era assim certas receitas.
Boa semana
Beijinhos
Arodla
De Ana S a 21 de Outubro de 2006 às 21:02
A vida é feita de pontes que se desmoronam mas ficar sentada á espera não resolve nada. É preciso erguer-se e construir novamente. :)
De badala a 21 de Outubro de 2006 às 21:05
Engraçado teres colocado este post agora, no momento em que foram absolvidos os arguidos da tragédia da ponte Entre os Rios.
De bitu a 21 de Outubro de 2006 às 21:11
Bonito poema, minha amiga!
Desejo-te um bom domingo. bjks
De jo a 21 de Outubro de 2006 às 21:59
Na vida, tantas e tantas vezes, quando estamos prestes a alcançar aquilo que mais desejamos parece que, como que lutando contra nós, há sempre algo que nos afasta. Claro que nesta poesia isto é sublimemente descrito, como só uma grande poeta é capaz de fazê-lo.
De Dalva a 21 de Outubro de 2006 às 22:08
luisa e jo. deixei lá no meu blog uma poesia.. ..especialmente para voces... beijuuusssssssss
desculpe os erros, acentos, nao encontro neste teclado alemao.. e Ich sprache kein Deutsch!!
De ciloca a 21 de Outubro de 2006 às 22:24
Gosto muito de rios e nunca pensei neles, como um obstaculo ao encontro de duas almas apaixonadas, talves por gostar muito do elemento água ( só não gosto dos dias de chuva). depois os rios formam paisagens tão bucólicas, que decididamente nunca os verei como obstaculos ao amor, mesmo simbolicamente falando. beijos
De Jorge G a 21 de Outubro de 2006 às 22:25
Luísa, esta parece-me a ponte de Albi, uma pequena cidade no sul de França à qual Toulouse -Lautrec chamava "a minha terra". Será?
Bom, compuseste um delicado poema sobre as margens e o que falta para se poderem atingir, reunindo porventura dois corações que se amam. Mas não referes nunca o que há para unir essas mesmas margens - a vontade forte e o amor!
Terá sido de propósito?

Um abraço
Jorge G
De As Musas a 21 de Outubro de 2006 às 22:37
Não é preciso ficar nas margens à espera, que tal tentar passar sem esperar a ponte....
De Cöllyßry a 22 de Outubro de 2006 às 18:05
A vida é feita tambem de pontes, vezes ha que era só atravessar para o lado de lá...Belo Poema amiga_______________Meu olhar deixo,cõllybry
De Praia da Claridade a 22 de Outubro de 2006 às 19:23
LIndo poema, Luísa !
A vida está cheia de "pontes velhas" e "nevoeiros grossos" que devemos saber e conseguir ultrapassar com os menores riscos possíveis...
Um bom resto de Domingo e uma boa semana.
Bjs.
Filipe, com o da minha Praia.

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