Agosto estava no auge quando esta foto foi tirada, mas estando a arrumar os meus ficheiros ao revê-la, decidi recriá-la,

tendo-me vindo á memória este belo texto de Almada Negreiros:
Pede-se a uma criança:desenhe uma flor!!Dá-se-lhe papel e lápis. A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém. Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas. A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase não resistiu. Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era demais. Depois a criança vem mostrar essas linhas ás pessoas: a flor! As pessoas não acham parecidas estas linhas com as de uma flor! Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, á procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas. Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas são aquelas as linhas que Deus faz uma flor!
In A Invenção do Dia Claro"
De Anónimo a 3 de Janeiro de 2006 às 21:06
por momentos ate imaginei o principezinho do saint exupery, que li no meu tempo de liceu.não conhecia este texto de almada negreiros mas a similitude é muita.
"Certa vez, quando tinha seis anos, vi num livro uma gravura que representava uma jibóia que engolia uma fera. Eis a cópia do desenho... Dizia o livro: "As jibóias engolem, sem mastigar, a presa inteira". Assim, fiz meu desenho número 1 sobre o assunto, que ficou assim... Mostrei às pessoas grandes e perguntei se o meu desenho dava medo. Responderam-me: "Por que é que um chapéu daria medo?" Mas representava uma jibóia digerindo um elefante, não um chapéu. Desenhei então o interior da jibóia, para que as pessoas grandes pudessem compreender. Elas têm sempre necessidade de explicações.
"
http://www.geocities.com/ii_nunabox/principe.htm (http://www.geocities.com/ii_nunabox/principe.htm)leopard
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De Anónimo a 30 de Dezembro de 2005 às 11:23
Gostei da Buganvilia, em tempos troquei uma por uma janela como é isto possível foi abri uma janela na parede, onde crecia uma, tentei trocar de lugar, com todo o carinho mas ela não gostou do novo sitio e morreu. É assim a simples história da minha Buganvilia, a sua mesmo reciclada sobreviveu, continuando a ser a mesma,
gostei do texto de Almada Negreiros.
beijinho
Boas entradas no Ano 2006
Aldoraaldora
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De Anónimo a 30 de Dezembro de 2005 às 10:30
Desculpa, mas pensei que estavas a falar do poema do meu ultimo post. Esse não é meu, mas o do post "tempo" é. Ainda bem que gostaste, foi feito com muito sentimento. Bjinhos.Ritisabel
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De Anónimo a 30 de Dezembro de 2005 às 10:28
A imagem está muito bonita! Também adoro flores. O texto não conhecia, mas ilustra toda a essencia da pureza de uma criança aliada à pureza da flor. Quanto à tua pergunta no meu blog: o poema não é meu, é de Pedro Abrunhosa. Bjinhos. Um feliz ano novo!Ritisabel
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De Anónimo a 30 de Dezembro de 2005 às 08:20
Adorei as fotografias com o texto de Almada Negreiros-fantástico.
Luisa obrigada pelo teu comentário no meu cantinho foi muito bem-vindo.
um jinho e desejo que o Ano 2006 seja o ano dos acontecimentos felizes.
flores.ana maria
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De Anónimo a 30 de Dezembro de 2005 às 01:39
É evidente que continua a ser uma flor, mesmo que reciclada. Só não vê quem não quer ou quem não pode. Como dizia Saint Exupery, "o essencial é invisível para os olhos", mas está lá...é só procurarTeresa
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De Anónimo a 30 de Dezembro de 2005 às 00:04
Vim agradecer e retribuir a visita e dizer-vos que dei uma volta aos vossos Ecos do Tempo e gostei muito do 1que vi e li! FELIZ ANO NOVO! Maria Papoila
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De Anónimo a 29 de Dezembro de 2005 às 23:40
Se fossemos simples, sem preconceitos, como as crianças, recrearíamos flores, pássaros, árvores sem temer as críticas dos outros. Assim,adultos como somos, ficamos inibidos e guardamos bem fechadas as nossas fantasias. Fez muito bem em recriar a flor, à imitação da criança do Almada NegreirosLuisa
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