Quarta-feira, 30 de Novembro de 2005

COMEMORAM-SE HOJE OS SETENTA ANOS
DA MORTE DE FERNANDO PESSOA
Ao ler-se o poema NEVOEIRO, de 1928,
(Mensagem, Ática, 1950)
parece que Fernando Pessoa está a viver
os nossos tempos. Atentem, porém,
na última frase e tenham coragem!
Nem rei, nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer -
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.
Ninguém sabe que coisa quere.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ancia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...
É a Hora!
De Anónimo a 2 de Dezembro de 2005 às 16:00
Pessoa é sempre actual, mas será que as pessoas o lêem?É sempre Hora....jo
(http://ecosdotempo.blogs.sapo.pt)
(mailto:luisa34@netcabo.pt)
De Anónimo a 1 de Dezembro de 2005 às 08:09
Seria mais que a hora! Mas é uma hora que nunca chega. O POVO está permanentemente a ser roubado por gente sem vergonha. Políticos e não só! É sempre bom recordar quem merece ser recordado. Enquanto recordarmos gente que merece esqueceremos os algozes de uma Pátria que, se calhar, até os merece! Bjs.Ventor
(http://ventor.blogs.sapo.pt/)
(mailto:ventor@sapo.pt)
De Anónimo a 30 de Novembro de 2005 às 19:24
"Senão puder ajudar atrapalhe o importante é participar", adorei esta, vai ficar para a minha cartilha.
Obrigada pela vista a
Arodla aldora
(http://gatinhosvoadores.blogspot.com)
(mailto:aldoramira@sapo.pt)
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