Inspirada na leitura dum artigo do Filipe da Praia da Claridade http://topazio1950.blogs.sapo.pt/
publico hoje um dos mais conhecidos sonetos do grande poeta português Antero de Quental. Espero que gostem

Tela do pintor alemão Ernst Ferdinand Oehme
O PALÁCIO DA VENTURA
Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura,
Paladino do amor, busco anelante
O palácio encantado da Ventura!
Mas já desmaio, exausto e vacilante,
quebrada a espada já, rota a armadura...
E eis que súbito o avisto, fulgurante
Na sua pompa e aérea formosura!
Com grandes golpes bato à porta e brado
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...
Abri-vos, portas d'ouro, ante meus ais!
Abrem-se as portas d'ouro, com fragor...
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão - e nada mais!
olá luisa. obrigado pela tua visita ao meu sítio. a caça ao ovo faz-se em muitas escolas aqui em lisboa. mas no norte segue-se muito o que se fez no ano passado e nao abem abebias para o ano seguinte. gostei do teu blog. gostei especialmente do palcio da ventura que de alguma forma me lembra simultaneamente elsinore e dom quixote.
beijinhos da leonoreta
olá luisa. obrigado pela tua visita ao meu sítio. a caça ao ovo faz-se em muitas escolas aqui em lisboa. mas no norte segue-se muito o que se fez no ano passado e nao abem abebias para o ano seguinte. gostei do teu blog. gostei especialmente do palcio da ventura que de alguma forma me lembra simultaneamente elsinore e dom quixote. e diz ao filipe que nao consigo comentar no blog dele, por favor
beijinhos da leonoreta
De:
Anónimo
Data:
19 de Abril de 2006 às 20:50
Poema com grande significado.Parabéns!
Agradeço sua visita.
ABRAÇO de:
ConchitaMachado
De
mixtu a 19 de Abril de 2006 às 23:22
excelente escolha, um dos meus poemas
jinhos
De
jo a 19 de Abril de 2006 às 23:49
Antero, a questão coimbrã, as conferências do casino, questões que estudávamos no Liceu! Esta poesia é dum lirismo enorme, mas também mostra o desencanto do poeta perante a vida, nem sempre o que parece é.
De
ruca a 20 de Abril de 2006 às 01:20
Duvido que alguém passe por cá e não goste deste soneto. Quem é que nunca, nem num momento sequer, vivei este estado de alma, esta esperança desvendada em vazio?!
obrigada por tudo. beijinhos.
Lindo soneto do nosso Antero de Quental !
Agradeço sinceramente a referência ao artigo do meu blog.
No que respeita à Leonoreta não conseguir comentar:
Não compreendo... porque ela já lá comentou na Praia da Claridade, comentou aqui nos Ecosdotempo e ambos estamos a utilizar o mesmo esquema....
Só mais uma observação, completando o meu comentário anterior:
A própria Leonoreta comentou no meu blog, no dia 18 o artigo referido: Antero de Quental..... ( ?...)
De
catarina a 20 de Abril de 2006 às 08:27
Jà não hà palacios de ventura ou cavaleiros andantes senão nos sonhos dos poetas; e mesmo nesses estão repletos de silêncio e escuridão.
esse poeta lembra-me a tristeza da Florbela.
De
Doryanne a 20 de Abril de 2006 às 08:49
Já conhecia o Soneto, e aprecio-o bastante.
Boa escolha.
Beijokas*
Comentar post