Segunda-feira, 22 de Maio de 2006

Deixaste aberto o piano
Desde a tarde longinqua em que o tocaste
E as doces valsas de Chopin
Se espalharam pela casa.
Deixaste aberto o teu livro
Desde a tarde longinqua em que o escolheste
E as sábias palavras desse mestre
Se espalharam pela casa.
Deixaste aberta a rosa no jardim
Desde a tarde longinqua em que a regaste
E o seu perfume se espalhou pela casa
De janelas escancaradas.
O teu cão sentado junto à porta
E o mar batendo lá em baixo
Esperam ainda
Luisa, Lisboa 22 MAI 2006
De Milu a 22 de Maio de 2006 às 18:54
Só uma alma amiga concebia poema tão lindo! não tenho mais palavras.
De
Cila a 23 de Maio de 2006 às 11:02
Cila - 23 MAI 2006
Muito bonito, onde quer que ele esteja, vai gostar de certeza
De Milu a 22 de Maio de 2006 às 18:57
Só uma alma amiga concebia poema tão lindo! não tenho mais palavras.
De
jo a 22 de Maio de 2006 às 20:57
Que ternura, que sensibilidade e que percepção do amigo que partiu! Lá, onde agora descansa, sentiu o doce toque destas belas e sentidas palavras. Comovida e emociada guardarei, para sempre, este poema dedicado áquele com quem caminhei durante
muitos e muitos anos. Bem Haja!
De
António a 22 de Maio de 2006 às 21:01
TODOS OS TESOUROS DESTE MUNDO NÃO PAGAM O VALOR DE UMA ÚNICA PALAVRA QUE ILUMINA A ALMA ! (a) Sufi Khan-----------------------------------------------------------------
Boa noite / António da Louletania.
De
catarina a 22 de Maio de 2006 às 21:50
A presença dos que partiram demora muito a deixar os lugares e os objectos por eles amados.
Ficam os livros abertos, as flores plantadas, os objectos esquecidos pelos cantos e sobretudo a saudade.
Bjtos
Que beleza de texto! Sensível, poético, delicioso. O homenageado com certeza mereceu pois que se nota como era grandioso nos detalhes do texto.
http://somagui.blogspot.com
De
jo a 23 de Maio de 2006 às 08:35
A magia deste poema fez-me regressar para me poder deter em cada palavra e alegrar-me por ver como a essência, deste ser humano que nos privou do seu brilhante convívio, foi tão bem captada pela sensiblidade e amizada do poeta.
Na solidão desta sala, outrora usufruída a dois, comovo-me, mas alegro-me, ao ler tão belas palavras. Até Chopin, um dos seus compositores preferidos, não falta para para exaltar a alma do seu eterno romântismo e lembrar-me as tantas vezes que as suas mãos tiravam do piano os acordes deste compositor.
Não me sei verdadeirament expressar, para lhe dizer quanto este poema me tocou e que, no meio da minha enorme tristeza, o meu coração rejubila de alegria por ter uma amiga tão grande. Poeta não é quem quer é quem tem esse dom envolvido na grandeza de alma de uma grande MULHER!
Nota-se a tristeza que te vai na alma.
Que Deus o guie.
De arodla2006 a 23 de Maio de 2006 às 12:15
Olá fiquei sensibilizada com este texto pois ele me comoveu muito. Quem não passou já por perder um amigo, e saber o que significa tudo o que fica parado no tempo. beijinhos Aldora
De Zalinha a 23 de Maio de 2006 às 14:34
Que a trisreza que hoje te invade te sorria amanhã...bjs e uma boa semana.
Comentar post