
Vicky Brago-Mitchell
Choveu; e logo da terra humosa
Irrompe o campo das liliáceas.
Foi bem fecunda, a estação pluviosa!
Que vigor no campo das liliáceas!
Calquem, recalquem, não o afogam.
Deixem. Não calquem. Que tudo invadam.
Não as extinguem, porque as degradam?
Para que as calcam? Não as afogam.
Olhem o fogo que anda na serra.
É a queimada...Que lumaréu!
Podem calcá-lo, deitar-lhe terra,
Que não apagam o lumaréu.
Deixem! Não calquem! Deixem arder.
Se aqui o pisam, rebenta além.
- E se arde tudo? - Isso que tem!
Deitam-lhe fogo, é para arder...
Camilo Pessanha
Lindo poema de Camilo Pessanha e que me faz lembrar o martírio dos ultimos fogos e agora a chuva que veio acalmar o "inferno" de sofrimentos para muitos.
Um bom fim de semana.
De
APC a 18 de Agosto de 2006 às 05:18
A força das liliáceas para as nossas matas; as cores do quadro para ti.
E um beijinho.
De
micas a 18 de Agosto de 2006 às 11:32
Excelente escolha a lembrar a trag+edia do fogo que Portugal vive cada ano.
Beijinho e bom fim de semana
De
Ana S a 18 de Agosto de 2006 às 18:50
Bonito poema e bastante real!
De
MEDUSA a 18 de Agosto de 2006 às 20:54
Um poema bonito e oportuno, nesta pausa do Verão quente!
Obrigada pela visitinha ali no meu cantinho.
Um beijo e um eco de mim
Estive a puxar pela cabeça a ver se me lembrava do nome da musica mas tive que ir ver não me consegui lembrar, é muito bonita. Adorei a reportagem de Lisboa muito bem feita.
Quanto a Alenquer é um verdadeiro Presépio, faz muitos anos com umas grandes cheias morreu muitas pessoas ou estou enganada?
Cheguei a ir passar fins de semana lá. Tinha dois pelo menos que me lembre moinhos de água, já na altura em muito mau estado.
Beijinhos
Aldora
De APC a 19 de Agosto de 2006 às 01:01
O convite: http://camuflagens.blogspot.com/2006/08/etiqueta.html
:-)
De
Bia a 19 de Agosto de 2006 às 13:21
Um poema bonito e que está de acordo com a situação que se vive todos os anos no nosso país, a destruição pelo fogo de serras, de florestas, de bens, e também a perda de algumas vidas.Felizmente
"choveu"!
Bjs.
De
Ventor a 19 de Agosto de 2006 às 17:03
Não gosto da última quadra, e menos ainda do último verso! «Deitam-lhe fogo, é para arder...» Esse é o pensamentode de muitos e até, daqueles que devem fazer algo mais para apagar o lumaréu. O Ventor ainda anda a remoer porque não foram capazes de estancar o fogo antes de entrar no Mezio e ainda vai remoer mais se, quando ele chegar a um sítio chamado Naia, confirmar que esta ardeu, pois ninguém ainda lho confirmou. Sabe que o fogo andou por Gorbelas, uma Branda dos Rouceiros, não sabe é se foi outro se seguiu dessa Naia para lá. Se seguiu da Naia para lá, o Ventor nem os bombeiros vai deixar em paz! Bjs.
lololol
ixo + parece uma discoteca!!!
:P
De
Manuel a 20 de Agosto de 2006 às 20:22
FOGO Palavra que pode ser usada com muitos sentidos. Hoje prefiro citar CAMÕES (Amor é fogo que arde sem...)
Saudações.
Manuel
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