Não se perdeu
Não se perdeu nenhuma coisa em mim.
Continuam as noites e os poentes
Que escorreram na casa e no jardim,
Continuam as vozes diferentes
Que intactas no meu ser estão suspensas.
Trago o terror e trago a claridade,
E através de todas as presenças
Caminho para a única unidade
Poema de Sophia de Melo Breyner, uma das maiores "poetas" portuguesas
Acrilico sobre tela de Manuela Jara de Carvalho, que, só passadas algumas décadas da sua existência, nos revela a sua alma de pintora.
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