Espelhos de água, reflectiam imagens duma cidade

O parque estava vazio do vozario das crianças que há muito se tinham recolhido

As sombras já mal se projectavam

As árvores vergavam-se ao peso dos ramos fustigados por um vento fininho, que já se faz ia sentir

Os bancos do jardim encontravam-se perdidos numa imensa solidão


De regresso a casa, dois pombos em cima dum semáforo faziam de sinaleiros, como que ajudando o denso trânsito a escoar

Vagueando pela cidade, num fim de tarde, com um sol esgotando os seus últimos raios,
sentia-se no ar a estação invernosa que não tarda em chegar.
De
Jorge G a 17 de Novembro de 2006 às 07:38
Olho de fotógrafa, no final de um dia de chuva.
O aparente vazio dos lugares que as aves teimam em contrariar.
Bonita sequência de imagens e palavras.
De
bitu a 17 de Novembro de 2006 às 09:39
É vagueando, sem rumo, que por vezes, vemos melhor a beleza das coisas.
Bjka e bom fds
E a pouco e pouco, ora de mãnsinho, ora com rajadas fortes se vai instalando o inverno
De
siri a 17 de Novembro de 2006 às 12:49
Que maravilha (^^,)
De
Shiuu a 17 de Novembro de 2006 às 16:38
Uma suave e fantástica maneira de descever o Inverno que finalmente se começa a instalar.
Beijos nocturnos*
Percorrer esta merecida página não é uma imposição, mas, tão-somente, um prazer lúdico, para ver a elegância, qualidade, de braço dado com a noção de estética e bem-fazer. Afinal, ao contrário do que diz Pacheco Pereira, ainda de fazem bons blogues em Portugal, ou serei eu que tenho a sorte de puder apreciá-los e visitá-los, vagueando entre estas belíssimas fotografias. Óptimo fim-de-semana.
De Manelinho d'Évora a 17 de Novembro de 2006 às 17:30
Jo:
Belissimas fotos e belissimas palavras que não deixam ninguém indiferente. Enfim. uma página de poesia.
Um abraço e obrigado por compartilhares connosco a tua arte e o teu saber.
manelinho
De
jo a 18 de Novembro de 2006 às 12:35
Agradeço muito as tuas palavras, mas gostava de te escrever directamente. Não me queres enviar o teu email, por mail? Aguardo, com o desejo de um bom fim de semana. Abraço
De
tony a 17 de Novembro de 2006 às 18:08
Gostei bastante da primeira foto! PORREIRA MESMO!
Bonitas fotos do entardecer já próximo da luz do Inverno muito bem acompanhadas pelo teu vagueio pelas palavras.
Beijo
Olá lindas fotos.
Com este tempo que eu não gosto nada sucedem-se os acidentes na minha rua chego ter medo de andar no passeio chega a haver dias de mais que um acidente a minha porta um dia destes foi o muro da minha vizinha mesmo ao meu lado, o carro ficou todo dentro do quintal dela, por sorte as pessoas dentro não ficaram feridas, Será só o erro dos condutores os será que as estradas tem mesmo as curvas mal feitas e um alcatrão deficiente.
Bom fim de semana
Beijinhos
Bela reportagem de Outono... sempre de máquina na mão recolhendo imagens para nos transmitir a realidade da Natureza que nos envolve.
Pelo que vejo, custou mas foi... O blog já está a 100 %. Valeu a pena o esforço e o tempo !
Bom fim de semana.
Abraço
Filipe, com o
da minha Praia.
De APC a 18 de Novembro de 2006 às 02:25
Tu tens perspectiva, encontras e enquadras, segues e defines e captas e integras. Gosto desse teu (que fazes depois nosso) passeio pela cidade!
Tenho a ténue ideia de já aqui ter escrito algo meu, sobre as cidades, seus mistérios mas também sua nudez. Ah, sim, foi... Creio até que me disseste que as cidades não querem nada connosco, como se apenas nos deixassem por lá passar. nada mais.
Daí que hoje te deixe apenas este retalhinho:
«Grande parte da inspiração que tenho recebido viajando provém da minha passagem por uma cidade. Não é um acaso. Como ficar indiferente às cidades? Atraindo pessoas, provocando contactos, permitindo trocas, conservando memórias, elas reúnem o melhor que a humanidade produziu: ideias revolucionárias, invenções geniais, linhas arquitectónicas, receitas, curas, descobertas, cruzamentos de raças, as provocações intelectuais duma tertúlia, a rivalidade criativa de dois compositores em contacto directo, a melhoria dum produto provocada pela concorrência entre várias oficinas de artesãos, a luminosidade das praças e o claro-escuro dos becos, a solenidade dos templos e catedrais, a ambiguidade dos lugares de perdição. Cada cidade é um enigma imóvel, um cromossoma vivo, uma memória inquieta».
(in "A Lua Pode Esperar", Gonçalo Cadilhe)
... E um abraço! :-)
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