Com o pedido de que o novo Presidente trate bem esta cidade
Cacilheiro na Praça do Comércio
Tela de Ana Sofia Santos
"Os Cacilheiros
Aqui na Bica tenho o Tejo à janela e o elevador à porta. Ter uma janela com o Tejo à frente é um gozo porque a gente, logo de manhã, lava os olhos naquelas águas e vê passar os cacilheiros.
Todo o português devia andar de cacilheiro no vaivém da casa para o trabalho porque somos um país de marinheiros e podíamos assim acumular milhas navegadas no nosso curriculum e, depois da morte, alegar para o S. Pedro sem mentir: "Eu que passei a minha vida a cruzar as águas, etc e tal" como introdução ao caderno reivindicativo do Além.
Vejo passar os cacilheiros com gente mal dormida no espreguiçar da manhã. Vai longe o élan das caravelas e "o-da-outra-banda" entra no cacilheiro de corpo e alma vestidos de funcionário para desembarcar em Lisboa a tratar do pão de cada dia. Quando regressa a casa traz às costas o cansaço dum dia sem aventura. Mal empregados barcos, mal empregadas águas."
António Alçada Baptista in Um Passeio por Lisboa
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