Na rua passa um carro com a música que debita um "rap" em altos berros. Procuro entender aquela algaraviada que pretende ser português, mas não consigo e lembro-me então de um dos maiores cultores da nossa língua:
- EÇA
" Diante do louro frango assado no espeto e da salada que ele apetecera na horta, agora temperada com um azeite da serra digno dos lábios de Platão, terminou por bradar: - É divino! - Mas nada o entusiasmava como o vinho de Tormes, caindo do alto, da bojuda infusa verde - um vinho fresco, esperto, seivoso, e tendo mais alma, entrando mais na alma, que muito poema ou livro santo. Mirando, à vela de sebo, o copo grosso que ele orlava de leve espuma rósea, o meu Príncipe, com um resplendor de optimismo na face, citou Virgílio:
- Quo te carmina dicam, Rethica? Quem dignamente te cantará vinho amável destas serras?"
A Cidade e as Serras
Eu sei que uma língua viva evolui, mas será que o nosso Português estará a ir no bom caminho? A percentagem de "chumbos" nos exames da língua Mãe não demonstrarão que algo não vai bem ?
Sinto-me horrorizada ao ver todos os dias o assassinato contínuo da nossa língua.
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