Erguerás aqui a tua casa.
No litoral. De frente para o vento.
Farás a cerca. Guardarás a cabra
que alimente o teu sonho e o teu filho.
Escreverás teu nome sobre as praias
onde gaivotas aprendem a sofrer.
Estarás atento. De noite, nos rochedos,
vigiarás o sobressalto das marés.
Para que nunca os olhos enlouqueçam
construirás apenas com as mãos
um barco de alegria nunca feito.
Assim conhecerás a tua força
e a de um povo que por detrás das dunas
semeia o trigo e colhe tempestades.
Joaquim Pessoa in 125 Poemas, 1982
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